Os reis controlam a economia
Muitos reis europeus se sentiam obrigados a controlar o dinheiro, a partir do século XVI (tinham que fiscalizar as finanças, regular o fluxo de entrada e saída de mercadorias e de moedas, aumentar as reservas de ouro e prata, controlar totalmente o que desse dinheiro, e estimular o desenvolvimento de manufaturas).
Eles queriam monitorar o dinheiro, mas também intervir nos rumos. Os reis tomavam conta de tudo, decidiam os preços e os salários.
Os burgueses, mesmo sendo donos das companhias de comercio e das oficinas de produção, tinham que obedecer aos reis.
Os princípios do mercantilismo
Os reis procuravam garantir os recursos necessários á manutenção da maquina administrativa e acumular riquezas em seu país. Para tanto, começaram a intervir a economia, baseando-se em princípios desenvolvidos por economistas da época. A essa pratica intervencionistas, ou política econômica dos reis europeus, damos o nome de mercantilismo.
Seus princípios podem ser resumidos como:
· Estimulo ao comercio;
· Protecionismo alfandegário;
· Busca de balança comercial favorável;
· Metalismo;
· Exploração de colônias.
O mercantilismo na pátria
Os princípios mercantilistas foram aplicados de formas variadas, de acordo com as condições de cada país.
A Espanha tendo acesso direto às minas de metais preciosos encontradas na América adotou, sobretudo, o princípio do metalismo. Portugal, por sua vez, tendo acesso as mercadorias africanas e orientais durante o século XV (e, mais tarde, ao açúcar produzido no Brasil), adotou prioritariamente o comercio de produtos valiosos e raros na Europa. Países que não tinham minas de metais preciosos nem dominavam colônias tropicais, como a França, a Inglaterra, davam prioridade á produção de manufatura para exportações.
Na frança, o principal responsável pelo apoio ás manufaturas foi Jean Baptist Colbert, ministro das finanças de Luís XIV, no século XVII. Por isso, o mercantilismo Frances recebeu o nome de cobertilismo.